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Sexta-feira, Setembro 25, 2009


Hoje é meu aniversário.

Thiago Dantas às 9:28 PM

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Segunda-feira, Setembro 07, 2009


Ele pensava. Ela sentia.
Ela pensava. Ele sentia.

Thiago Dantas às 8:37 PM

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Segunda-feira, Agosto 31, 2009


... Aquele desespero que só quem já desejou de verdade já sentiu. A pressa em chegar em casa, tirar os sapatos, tomar um banho e vê-la. E vê-la.

E no fim ter toda ansiedade compensada com um.

Thiago Dantas às 5:15 PM

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Domingo, Agosto 23, 2009


Tudo vai ficar bem. Tudo vai ficar bem. Tudo vai ficar bem. Tudo vai ficar. Merda! Nada vai ficar bem.

Por mais que tentasse se convencer que as coisas dariam certo, ela sabia, em seu íntimo, que estava perdida.

E estava mesmo.

Thiago Dantas às 5:06 PM

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Sábado, Agosto 22, 2009


A noite ainda não tinha absorvido o dia quando a avistou de longe entre as pessoas. Lembrou de seu amigo apontando e tecendo um comentário qualquer sobre como a amiga de não sei quem era linda e divertida. Respirou fundo e a seguiu.

Enquanto descia as escadas do metrô pensava na melhor maneira de falar. Não lembrava do nome e também não conseguia lembrar de nenhuma cantada que funcionasse. Já estava quase chegando a plataforma quando pensou em começar do zero. É, faria isso. Ia se apresentar como um completo estranho, talvez um funcionário do metrô. Se tudo desse certo ela responderia sua "pesquisa de satisfação" idiota e não lembraria dele.

A escada terminou antes que conseguisse pensar em um tema para sua pesquisa. Parecia cena de filme. O trem que estava parado, quase saindo e ele teve a nítida sensação que, ao empurrar os transentes, quase derrubara uma velhinha. Entrou a tempo. Recompôs-se e ficou olhando para ela.

Os cabelos desgrenhados e lisos escondiam um rosto redondo e bonito. O nariz, altivo, dava um ar prepotente e infantil. Era impossível saber como ela era. Fitou por 3 segundos a boca e reparou num detalhe que não tinha percebido antes: quando fechada, ela parecia um coração. Sem pensar em nada, simplesmente se aproximou.

- Boa noite, meu nome é Marcelo Alves, trabalho no metrô e queria saber se você pode responder uma rápida pesquisa.

O rosto da garota se iluminou. Mais perto, ele pôde perceber o quanto o sorriso era bonito. Analisando o conjunto, chegou a conclusão que não era prepotência que a menina escondia. Era outra coisa.

- Claro. Pesquisa sobre o quê?

- Sobre... sobre acidentes. Você tem medo de ficar presa aqui embaixo?

- Não, não mesmo. Por que? Isso aconteceu recentemente?

- Sim. Um grupo de pessoas ficou retido por quase duas horas devido a uma queda contínua de energia. Nem mesmo os geradores foram capaz de trazer o trem de volta a plataforma.

- Isso é horrível!

No momento em que inventou essa história absurda, as luzes do trem piscararam por um minuto. A parada brusca que ocorreu no instante seguinte veio dar credibilidade ao que acabara de contar. Ficou aliviado. Não era mais um maluco que assombrava mulheres. Por um momento ele sentiu medo, mas encontrou coragem nos olhos da menina quando vislumbrou-os pedindo ajuda. A iluminação voltou ao normal e o desespero no rosto de ambos tinha sumido. Não demorou muito e o trem voltou a seu fluxo. Dessa vez, foi ela quem voltou a falar.

- Ufa! Se acontecesse algo do tipo eu ia achar que era pegadinha.

- Não, não. Nossos profissionais não permitiriamos que isso ocorresse de novo.

Tentaram trocar um sorriso, mas o silêncio pesado não permitiu. Depois de alguns segundos tudo que ele pôde dizer foi "Obrigado".

Saltou da estação frustrado e subiu as escadas para a avenida principal um pouco perdido. A noite começava a ficar mais escura, como se estivesse acompanhando o declínio dele. Enquanto tentava respirar mais fundo, a estranha de sobre-tudo castanho passou apressada pela outra ponta da rua.

Correu em direção a ela, tocou seu ombro e ficou apavorado por não saber o que dizer. E ficou arrependido por ter agido de um jeito tão impulsivo. E ficou como um garoto medroso de novo.

"Ela vai me achar maluco. Lunático por persegui-la. Oh, meu Deus, o que eu faço agora?"

Os pensamentos se disfizeram quando o coração se abriu num afetuoso sorriso. Ele já tinha vivido um bom tempo para saber o quanto é incomum uma garota abrir seu coração assim, num primeisegunterceiro encontro.

- Pensei que não fosse encontrá-lo! Você saiu do trem muito rápido!

- É, eu tinha que...

- Quer ir até minha casa? A propósito, muito prazer, meu nome é Paula.



Marcelo não estava entendendo mais nada, por isso foi. Depois de uns anos lembrou-se desses momentos e só pôde chegar a uma única conclusão: o amor, definitivamente, não faz sentido. Ainda bem.

Thiago Dantas às 8:40 PM

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Quarta-feira, Agosto 05, 2009


Sempre sinto sua falta. Tem dias que sinto mais, sem nenhum motivo aparente. Só sinto.

Nos aniversários, por exemplo, sou só saudade.

Lembro da sua mão gelada, dos faróis vermelhos, da vontade de roubar seus beijos, de como você gosta de enrolar seus cabelos. E aí quando lembro, o coração vai ficando pequeno, apertado, até doído.

Acho que saudade é assim mesmo. Tem dias que a gente sente.
Hoje eu sinto. Amanhã também.

Thiago Dantas às 6:58 PM

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Terça-feira, Agosto 04, 2009


Dançava.

Mexia os pés. Balançava a cabeça. Girava a vassoura como se estivesse conduzindo.

De olhos fechados, a sala era grande. Desviava dos móveis, graciosa, desculpando-se todo o tempo para ninguém. O sorriso transbordava os olhos e as mãos seguiam o ritmo de seu corpo.

Até a poeira brincava junto flutuando pelo ar. A casa era dela, só dela, e ninguém seria capaz de dizer o contrário.

Mas de repente, acometida por uma sensação estranha, percebeu que estava sozinha. Sozinha. Abriu os olhos. O riso que acompanhava sua face transformou-se em poucos segundos em medo. Não, não era só medo. Era pânico.

O que ela fazia ali, no meio da sala? A vida tinha mesmo se resumido a solidão de um dia de sol ao som de uma música boba? Era terrível demais para ser verdade. Simplesmente terrível.

Ficou paralisada por alguns instantes e lembrou que precisava respirar.

Por entre as pálpebras vislumbrou a poeira contra-luz. Deixou de pensar em si e passou a pensar na casa. Puxa, que bagunda estava aquela casa! Segurou a vassoura com severidade e varreu toda sujeira determinada. Quando estava quase acabando, o telefone tocou.

"Bom dia!", ele disse. Ele não podia ver, mas do outro lado havia um meio sorriso. E uma vontade louca de dançar.

Thiago Dantas às 6:38 PM

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Segunda-feira, Agosto 03, 2009


Meu café da manhã foram hamburgueres. Eu sei, eu sei, nada saudável. Mas se alguém permitir quero usar algo em minha defesa: a maionese que passei no pão era light.

Aqui em casa a gente só usa maionese light. A embalagem é mais bonita e delicada e a textura menos consistente se comparada a maionese comum. Quanto ao gosto, sinceramente falando, não sinto diferença.

Lembro que quando eu tinha uns 10, 11 anos adorava ir ao supermercado. Chegava a discutir com minha vó e minha mãe sobre quais produtos de limpeza levar. Nunca usei esses produtos, até porque não faço absolutamente NADA em casa (para que tenham uma idéia, eu nem forro minha cama), mas sempre gostei daqueles com embalagens bonitas e fazia o diabo para que acatassem minhas... humm... sugestões/imposições.

Acho que isso diz um bocado sobre minha família, né? Ou sobre mim. Deixo-me seduzir por aparências, gosto de coisas bonitas e não ligo muito se é útil ou bom. Sendo sucinto, sou superficial. That's all.

Thiago Dantas às 11:40 PM

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Domingo, Agosto 02, 2009


Desde pequena ela detestava com todas as forças o talvez. Por que os adultos não diziam logo "não" e pronto?

Teve aquele dia que o circo chegou a cidade. E ela ficou encantada olhando da janela os palhaços, elefantes e bailarinas. Se imaginou por meio momento na rua, junto com eles. Depois só conseguiu pensar em ver o show. Resistiu e venceu o sono para esperar sua mãe, que chegou bem a noitinha do trabalho. Mesmo cansada (de trabalhar por 10 horas, de esperar a mãe até às 23h00) elas conversaram. A menina contou empolgada o que tinha visto.

A mãe ouviu atenta com um sorriso distante. Pensou que ela estava crescendo. Em seguida se esforçou para lembrar quando foi a última vez que a viu acordada, falando daquele jeito. Aqueles dias estavam sendo díficeis. Acordava cedo, cedinho para conseguir chegar a velha loja de vestidos. Chegava em casa tarde, bem tarde, querendo dormir e dormir. A ternura transbordava dos seus olhos quando beijou a testa da menina e disse que, se tudo desse certo, elas poderiam ver o circo. Talvez no domingo.

Até hoje não há nenhum registro que se aproxime da espera da menina. Nunca, em momento nenhum da história, um domingo demorou tanto para chegar. Mas chegou. Eram pouco mais de 7 horas quando ela sacudiu a mãe, que resmungou qualquer coisa e voltou a dormir.

Com o tempo ela entendeu que não foi por maldade ou nada do tipo. O corpo precisava daquilo, a mãe precisava de descanso. Naquele ano o circo ficou pouco mais de 2 semanas na cidade, e a menina preferiu nem vê-los partir pela janela.

Agora ela era grande. E além de grande adulta.

Por que os adultos não diziam logo "não" e pronto? A pior coisa do mundo é o talvez.

Pelo menos era isso que ela achava. Naquele dia, mais tarde, ela descobria que por trás de um talvez existiam as possibilidades.

Thiago Dantas às 8:48 AM

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Sábado, Agosto 01, 2009


Primeiro de agosto.

O dia amanheceu frio, como todos os outros dias que antecederam aquele. Ainda deitado, procurou fechar os olhos e prender os resquícios de sonho que ainda sobravam. Não adiantou.

Em pouco tempo estava em pé, pronto para rotina, mas não tão pronto para vida. Encarou seu rosto no espelho e antes de escovar seus dentes mecanicamente ficou confuso enquanto olhava. Quando aquele estranho refletido no vidro tornara-se ele? Se alguém visse de longe gritaria bem alto "Cuidado!". Para sorte dele, nenhum aviso foi necessário e a estranha sensação se dissipou em poucos segundos.

Procurou algo nos armários para comer, mesmo estando sem fome. Parou no meio da cozinha segurando o pacote de pães e não soube o que fazer. Comer aquilo era mesmo uma necessidade ou um era mais um hábito rotineiro de uma vida morta? Como se pressentisse o que estava por vir, escolheu a opção mais segura. Comeu o pão, bebeu o leite e sentou-se. Olhou as horas, olhou a cozinha, olhou o nada e ficou com medo. Voltou para sua cama (que ainda estava bagunçada) com uma pressa que seria facilmente confundida com desespero. Deitou.

Por hora ele estava seguro. Mas por dentro ele sabia que mais cedo ou mais tarde a vida viria. Que fosse mais tarde.

Thiago Dantas às 2:39 PM

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Quinta-feira, Julho 02, 2009


Hoje fui ao cinema assistir Apenas O Fim.



Na verdade, há exatos 7 dias, eu assisti esse filme pela primeira vez. E quando acabou senti uma angustia tão grande que achei que fosse desaparecer.

Hoje fui, mais uma vez, assistir. Sabe aquele tipo de filme que faz você se apaixonar a primeira vista? E que você sabe que é amor mesmo quando vê pela segunda vez. As personagens encantam tanto que não dá pra ficar indiferente. Diálogos inteligentes, mil referências a cultura pop e declarações de amor tão sinceras tem um efeito estranho quando são entregues assim, tudo junto embolado. A gente ri, a gente chora, a gente sofre, a gente torce. Tudo junto, embolado.

Tá aí um filme legal. Um dia escrevo direitinho sobre ele. Ou não.

Thiago Dantas às 9:08 PM

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Quarta-feira, Julho 01, 2009


(:

Thiago Dantas às 10:33 PM

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Domingo, Junho 28, 2009


Michael Jackson morreu. Minha vida tá mais triste.
Ok, minha vida não tá mais triste por isso. Mas isso não invalida ambas as frases como verdades, não é?

Thiago Dantas às 8:31 PM

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Sábado, Junho 13, 2009


Pensando nessa coisa toda de relacionamento e olhando em volta percebi uma coisa: as pessoas sempre buscam alguém para acompanhá-las ao longo da vida, seja para ter apoio ou partilhar sonhos. Elas amam e desamam com uma facilidade que me assombra. Como se todo mundo fosse descartável, como se não importasse o quem e sim o quando. Sou avesso, não procuro alguém. Eu quero você.

Thiago Dantas às 8:05 PM

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Quinta-feira, Junho 11, 2009


Errei, errei feio. Magoei, feri, manchei.

Sou díficil. Tem dias que tudo que eu quero é ficar quieto e não dizer nada. Tem dia que tudo que penso são coisas ruins. O que não muda na minha rotina é que todos os dias eu preciso de você. Minha falta de jeito me faz querer chorar. Sinto sua falta por dias a fio e quando tenho a chance de falar acabo estragando tudo. Tudo errado. Sou todo errado.

Dia desses eu tava triste. Muito triste. Acho que ainda tô, essas coisas não passam. Pelo menos não de uma hora pra outra. O ponto é que nesses dias, vi o quanto você fez para me fazer feliz. Palavras, atitudes, tudo. E isso me deixou TÃO feliz que tive vontade de chorar. Ninguém no mundo é como você. Ninguém faria tanto. Você me deu e me dá tudo, o mundo. Fico com vergonha e tenho vontade de morrer só de pensar que não posso retribuir. Quando você me diz que tá triste, tudo que quero é que você fique bem. Daria tudo pra que isso acontecesse. E tudo que consigo dizer são coisas que não ajudam. Tenho medo de perguntar como você vai. Não sei reagir quando você fala que tá triste, com raiva ou coisa assim. A verdade mesmo é que sou todo errado. E redundante. E repetitivo. Acho que algumas verdades não mudam.

... Vou te amar incondicionalmente. Vou ficar calado de vez em quando. Vou estar feliz, triste, cansado, falante, quieto, chato (como sempre). Não vou repetir os mesmos erros e não vou desistir de ser alguém melhor pra você. E vou fazer de tudo pra te fazer feliz. Se quiser, vou estar aqui. Isso é tudo que posso oferecer.

Thiago Dantas às 10:18 PM

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Segunda-feira, Junho 08, 2009


Eu não sei falar.
Isso não é uma desculpa, é uma constatação. Mais que isso: um fato.
De vez em quando eu tento. Começo a articular palavras e formular frases, mas de repente os pensamentos e as idéias se misturam e eu não consigo me fazer entender. Parece até que tudo que eu digo é uma tremenda contradição, como se eu fosse um paradoxo ambulante. No entanto, pra mim, as coisas seguem uma lógica tão precisa que fica díficil explicar tudo de outro jeito. Quero dizer, isso que eu tô dizendo agora é um ótimo exemplo. Sendo conciso; só quero dizer que não desisti. Eu amo você, menina. E quero MUITO que a gente fique junto. Pra sempre.

Thiago Dantas às 1:41 AM

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Quinta-feira, Junho 04, 2009


Ontem foi um dia frio. Ou um dia triste, não sei. Tem dias que acho que confundo frio com tristeza. Se bem que ontem, acho, senti ambos.

Thiago Dantas às 5:51 PM

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Terça-feira, Junho 02, 2009


Bom dia, blog!

Dormi por uma hora e meia de ontem pra hoje. Fiquei acordado até tarde fazendo um trabalho lá pro trabalho. Não que eu esteja ganhando mais nem nada disso, mas os elogios valem a pena.

Fez muito frio aqui na minha cidade. Tão frio que me vesti duplamente: duas blusas, duas calças, duas meias. Quase morri de calor quando deu a hora de ir embora. O curioso é que meu pé tá gelado de novo.

Tô com fome. Vou almoçar e ir pra aula. Atendimento hoje. Adoro demais quando dá pra brincar de ser publicitário. Pena que a empolgação dura pouco e depois eu volto a ter vontade de ser nada. Ah, só pra constar, isso não é uma lástima, ok? Só um comentário besta e sincero.

Sábado tem show dos Ecos Falsos junto com o Banzé lá no Inferno. Tô querendo ir, mas não sei. O show é legal, mas fico quebrado e tenho MUITO trabalho para por em dia. Fora que tô com saudade de ficar à toa em casa vendo filmes e comendo o dia todo. Eu disse que tô com saudades? Fiz isso domingo, haha! Se alguém se dispuser a ir comigo, eu vou. Ecos é mesmo legal e vale sair de casa. Quase fico com vergonha de falar essas coisas bestas, mas agora eu posso. Ninguém mais lê isso aqui. (:

Observação importante: Amiel é uma garota muito talentosa. Voltei a escutar e tive certeza, mais uma vez.

Thiago Dantas às 5:39 PM

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Não quero viver de olhos fechados. Segurança é importante. Ter chão e perspectiva também. Às vezes sinto que não tenho nada disso e só fico confortável quando tudo tá escuro. Ninguém pode viver de olhos fechados. Aliás, quem iria querer isso? Eu não quero viver de olhos fechados. Porque as melhores coisas aconteceram quando meus olhos estavam bem abertos, vendo você.

Thiago Dantas às 1:11 AM

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Domingo, Maio 31, 2009


Gosto de fechar os olhos e ver meus pensamentos dançarem feito luzes dentro de minhas pálpebras. Nessas horas a tranquilidade, aquela mesma que perdi há tanto tempo, parece voltar e me puxar de volta para vida. Posso respirar aliviado porque sinto que não perdi tudo aquilo que perdi. Posso até sorrir por lembrar de algo bom e me sentir seguro de novo, como quando tinha você por perto. A saudade que durante o dia é gritante, se ameniza com suas sombras e seus sons dentro de mim.

... Mas ninguém pode viver de olhos fechados.

Thiago Dantas às 5:40 PM

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Sexta-feira, Abril 24, 2009


Mesmo com o ar frio insistindo em atingir seu rosto com fortes pancadas, as pesadas roupas de frio faziam com que ela se sentisse quente.

O contrate do rosto e do corpo a dividia em dois seres distintos; seu corpo tinha carne, sangue e orgãos pulsando dentro da armadura de pano, enquanto seu rosto era uma mera máscara, sem sentido, sem expressão. Antes dos primeiros pingos de chuva começarem a cair, ela correu para casa.

A primeira coisa que fez quando chegou foi tirar quase toda roupa. Jogou as blusas, a jaqueta, a calça e a calcinha numa cadeira e pisou forte no chão. Ela queria sentir todo o frio, ela queria se sentir viva. Ligou o som baixinho e fechou os olhos.

Naquele momento, ela era uma só. Sem máscaras, sem panos, sem nada. Era só um corpo e uma vontade louca de dançar. E ela dançou.

Thiago Dantas às 7:15 PM

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Quando a vida deixa de ser interessante e passa a ser só um amontoado de dias tristes, onde o riso e os sentimentos bons são cada vez mais escassos, só nos resta prestar atenção em outras vidas. Sendo sucinto, quando a nossa vida é uma merda, a gente observa a vida dos outros. Se adianta alguma coisa? Não, não adianta. Mas distrai.

Thiago Dantas às 7:15 PM

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Sábado, Abril 11, 2009


Sabe quando disse que ficaria bem? Eu menti. Quero dizer, na hora que eu disse isso, mesmo estando me sentindo mal como poucas vezes na vida me senti, eu acreditei na remota possibilidade de ficar bem daqui a um tempo. Remota, mas naquele momento era tudo que eu queria. Não vou dizer que eu estava conformado com o rumo dos acontecimentos, mas eu sabia que tinha errado e eu (mesmo sem querer) precisava encarar: tinha estragado tudo, pra sempre. Então vislumbrei meu futuro inteiro em algumas possibilidades. A) Seria infeliz para sempre. Provavelmente conheceria outras garotas, gostaria de algumas, talvez repetiria os mesmos erros, sorriria para as fotos e... e por dentro seria triste e viveria pensando no que poderia ter sido com ela. Porque a certeza máxima que me restou depois de tudo (aliás, certeza essa que eu sempre tive) é que ela era a mulher da minha vida. B) A outra possibilidade seria desistir. Deixar de viver e sobreviver. C) Ah, e tinha aquela terceira que eu te disse. Ficar bem. Posso até ter pensado nisso, mas não saberia dizer como. Quando a gente tá no chão, sem perspectiva de futuro, sem noção do presente e sem vontade de nada, tudo que a gente quer é ficar bem. Mas sabe, eu trocaria toda a angustia e toda dor se ELA conseguisse sobreviver a isso. Eu sei que ela vai superar. Assim como eu sei que vão ficar marcas. Tudo que eu queria é que ela continuasse pura. Acreditasse nas pessoas, sorrisse, vivesse... fosse feliz. Trocaria tudo por isso. Só de pensar no tamanho da dor que causei tenho que fazer força para não chorar. Ela não merecia isso.


Sou um idiota. E isso não é uma justificativa, é uma constatação.

Thiago Dantas às 8:57 PM

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Quarta-feira, Abril 01, 2009


Não.

Recuso-me a acreditar que as coisas são assim, desse jeito. Quero desaprender tudo que me deixa conformado com a vida. Esquecer que não tenho o que dizer e abrir a boca para falar mesmo assim. Preciso ser uma rebelião. E vou começar a partir de agora.

Vida, aí vou eu! ... Seja o que eu quiser.


Thiago Dantas às 6:15 PM

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Queria muito escrever aqui diariamente e fazer valer a idéia inicial do 20-09. Mas não tenho o que dizer. Acreditei durante muito tempo que escrever era um exercício, bastava tentar. Pois bem, estou tentando.

Hoje aprendi que é preciso um pouquinho mais que esforço para escrever; é preciso ter algo para dizer. E adivinhem: eu não tenho.


Thiago Dantas às 6:10 PM

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Quarta-feira, Março 04, 2009


O mundo se divide em dois tipos de gente: os que prometem e os que fazem. Eu sou do tipo que promete.
O tipo de gente que faz é um tipo bem simples de se entender. Não avisam com antecedência, não planejam, não pensam muito a respeito de suas ações. Só fazem. Já o tipo de gente que promete se divide em duas categorias: o tipo que cumpre e o tipo que não cumpre. Eu sou do tipo que promete e não cumpre. O tipo de gente que promete e cumpre é bem simples de entender. Eles prometem alguma coisa e cumprem. Centram-se na meta, formulam meios de obter resultado e não se dão por vencidos até conseguirem. Só cumprem. Já o tipo de gente que promete e não cumpre se divide em vários subgrupos; o tipo de gente que não cumpre porque não quer, o tipo que não cumpre porque não pode e o tipo que não cumpre porque esquece de suas promessas. Eu sou do tipo que não cumpre porque... Bem. Tá aí. Eu não sei o tipo de gente que sou. Seria muito fácil colocar a culpa na vida e dizer que sempre acontecem mil coisas que me impossibilitam de ir até o fim. Mais fácil ainda seria por a culpa numa memória ruim (embora minha memória seja péssima e tenha vontade própria, ainda sim acredito que seja uma péssima 'desculpa'). Resta-me pensar que sou do tipo que não cumpre porque não quer. Mas nem isso é verdade. Direito de defesa: sou do tipo que sente vontade, até se esforça, tem um pouquinho de azar, é meio displicente, eventualmente condescendente consigo e no fim das contas nada adianta muito.

Acho que sou do tipo que não cumpre promessas porque simplesmente não consegue.


ps: tô atrasado para aula. não li o que escrevi. então, por favor, perdoe-me por qualquer erro. mesmo que ele seja extremamente óbvio e grosseiro. rere/

Thiago Dantas às 5:59 PM

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Segunda-feira, Março 02, 2009


Juro que pensei em postar algo legal e levar meu compromisso de dar as caras todo dia a sério. Mas gente, com esse calor de 40º de febre/queima pra valer/queima pra valerrrr ninguém se concentra! Quer dizer. Não gosto. Prometo que amanhã eu volto aqui e posto algo decente. Falando em decente, lembrei que há uns anos eu escrevia descente. Eu era baixo. Rere/
Ok, essa foi péssima. Beijo do gordo!

Thiago Dantas às 4:39 PM

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Domingo, Março 01, 2009


Andei pensando em me ocupar. Voltar a escrever aqui todos os dias, ouvir música, ver filmes e ler livros.

Inventar motivos para não pensar no quanto a vida se parece com um buraco vazio, um vácuo de quês e porquês.
Deixar de pensar por um instante que tô sozinho, longe de quem eu realmente gostaria de estar. Esquecer que as tardes de domingo são só um monte de horas emboladas que já deixaram até de serem deprimentes, visto que a sensação é tão torpe e chata que não vale a pena ser sentida. E lembrar que dias ruins sempre acabam.

Viver é muito bom. Sobreviver nem tanto. Vou esperar essa coisa toda passar, afinal, uma hora a vida há de começar.

Thiago Dantas às 10:26 PM

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Terça-feira, Fevereiro 03, 2009


Ele escreveu uma carta.

"É, eu menti. Não tô bem. Desculpa. Volta outra hora. Se não voltar, eu entendo."

Mas nunca entregou. Ela nunca voltou. será que desculpas fariam a diferença? Provavelmente, não. Mas sinceridade faria. Falar é tão simples.

Thiago Dantas às 7:59 PM

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Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009


- O amor acaba?
- Acaba.
- ...
- ...
- Ah...
- Não chora.
- Por que acabou?
- Ei, eu disse que acaba. Não que acabou. Hoje, meu amor, te amo pra sempre.

Thiago Dantas às 10:03 PM

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Domingo, Fevereiro 01, 2009


A viu de longe, mas não soube ao certo se era ela mesma. A postura ereta e as roupas elegantes não combinavam em nada com a menina desleixada pela qual tinha se apaixonado anos atrás. No entanto, lá dentro, ele sabia. Era ela.
Tomou coragem, ensaiou uma expressão neutra, sorriu e caminhou determinado.

Ela sorriu. Não só era ela, mas ela era a mesma. Perguntou sobre o que andara fazendo durante todos esses anos, falaram sobre amenidades e trocaram telefones, prometendo um ao outro que nunca, nunca mais perderiam o contato. Antes que ela fosse, no entanto, ele percebeu algo em seu olhar. Durou só meio segundo, talvez nem tivesse tido importância, mas aquele rápido olhar foi a propulsão que precisava para fazer perguntar aquilo que queria saber há tanto tempo. Então ele disse.

- Por que não?
- Por que não?
- Por que você não...
- Ah, não. Não precisamos falar disso.
- Eu preciso saber, Maíra. Por favor.

Ela o fitou por dois momentos, fechou os olhos e antes que pudesse abri-los começou a falar num só fôlego.

- Não era pra ser um não, Pedro. Por isso que eu fiquei muda. Seria mais fácil dizer sim, reconheço. Mas entenda, Pedro. Quando alguém espera e sonha ouvir dizer o que você me disse... É díficil reagir, a gente fica estagnada. É muito bom pra ser verdade, é muito bom para mim... E você correu antes que eu pudesse responder.
- Eu esperei em silêncio por quase dois minutos. Não soube o que pensar. Pensei ter acabado com nossa amizade. Pensei que você me odiasse. Foram dois minutos. Dois minutos inteiros e nenhuma palavra, nenhum gesto, nenhum nada. Eu esperei por dois minutos.
- ... E eu esperei para dizer por 9 anos.
- Dizer o quê?
- Dizer sim. Sim, Pedro, eu digo sim a seu pedido. Ainda quer namorar comigo?

Thiago Dantas às 10:54 AM

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Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

"Às vezes eu queria que essas histórias de era uma vez acontecessem de verdade.
Digo, eu sei que acontecem.
Mas bem que poderia ser comigo, pelo menos uma vez."

15/08/2006


Veja só como as coisas são. Hoje, poucos anos depois, posso dizer que aconteceu comigo. Mais de uma vez, mais que histórias. A vida real é tão mais intensa. A diferença é que não tem feliz pra sempre no final. Mas quem precisa de um final quando se tem... amor.

Thiago Dantas às 7:53 PM

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Domingo, Janeiro 04, 2009


- Ah, eu sempre soube.
- Mas como? Isso é impossível!
- Micaela, nem adianta explicar. Você nunca entederia.
- Tenta a sorte, você não tem nada a perder.
- Ok. Quando a gente sente o que ele e eu sentimos, acontece meio que uma ligação, algo mágico... Tudo que ele passa eu sinto e vice-versa.
- Ah... Igual aquela história de irmãos gêmeos que passou naquela novela?
- Não, Micaela, não. Deixa de ser burra. Aquilo é ficção. O que eu tô falando é de amor.
- Alexandra, burra é seu nariz, ok. Agora você quer me convencer que sabia que ele te amava? Qual é, sou ingênua mas nem tanto.
- Micaela, Micaela! É claro que eu sabia. Porque quando a gente ama...
- Ouve sininhos quando se beija. Haha!
- Olha o deboche, garota!
- Tá, tá legal, desculpe. Então vamos supor que você realmente sabia. Soube desde sempre ou foi avisada por anjos?
- ... Você nunca entenderia.
- Qual é, tenta me explicar. Prometo ficar quietinha.
- ...
- Por favor!
- Ok. Um dia estavamos saindo da escola e pouco tempo depois começou a chover. Ele, que já tinha ido na frente, voltou correndo, todo molhado. Aí ele esbarrou em mim e me olhou bem fundo nos meus olhos.
- Foi nessa parte que você descobriu?
- Ainda não. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele me abraçou forte, me deixando ensopada. Ele riu meio sem graça achando que eu ficaria brava, mas eu nem me importei. Tudo que eu queria era...
- Foi nessa parte que você ficou sabendo?
- Não, Micaela, não. Como eu ia dizendo, tudo que eu queria era que ele me beijasse. E ele me beijou. Depois sorriu e continuou olhando nos meus olhos.
- Foi nessa parte?
- Não. Aí ele me beijou de novo. E de novo. E de novo. O sorriso dele era lindo! Quando finalmente tomou fôlego ele disse que gostava de mim e pediu para ficar comigo, pra sempre.
- Ah... foi nessa parte então?
- Exato! Bem nessa hora meu coração me avisou. Meu peito ficou apertadinho, meu coração... ah! Meu coração quase saiu pela boca. O ritmo acelerado e a excitação do momento era o jeito que meu corpo tinha encontrado de me dizer que era ele. E que ele sentia o mesmo por mim.
- Alexandra, me desculpe por todo o sarcasmo, vocês realmente tem uma ligação.
- Eu disse!
- Realmente! Quer dizer, em uma situação como a que você me descreveu, só mesmo um sinal que partisse de dentro pra avisar você que ele era o cara.
- Eu sei!
- É, é claro que você sabe. Seu coração te avisou. Por um momento eu pensei que o fato dele ficar te olhando, ter te beijado 4 vezes e ainda ter dito que "queria ficar com você pra sempre" tivesse alguma influência nessa coisa de você "achar que era ele". Mas não! Não foi nada disso. Foi seu coração.
- Pera aí, Micaela. Você tá tirando uma com minha cara?
- Tô. Deixa de ser tapada, menina! Onde já se viu? Coração não fala.
- Fala sim! E quer saber? Cansei de perder meu tempo aqui contigo. Sabia que você não entenderia. Aliás, você nunca vai entender. Dá licença que eu tenho que ir.
- Certo, certo. Não precisa ficar nervosa! Tchauzinho, Alê!
- Argh. Tchau.


Sentava no degrau de sua casa, Micaela ficou observando a rua vazia, ao mesmo tempo que desejava ter toda a sorte da amiga. De repente, sentiu um aperto no peito. Olhou ao redor e não viu ninguém, só o vulto de Alexandra ido pra longe, bem longe. Ficou sem ar.

Quando acordou, na cama do hospital, não se lembrou de nada, só da dor que havia sentido antes de cair.


É Micaela, às vezes o coração fala.

Thiago Dantas às 2:35 PM

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Ontem a noite eu quase morri. Não, eu não "quase morri" de verdade. É só modo de falar, exagero mesmo.

Tive febre, dores e mais dores. E vejam só, eu quase nunca tenho dores. Mas ontem eu tive. Achei até que eu ia morrer. Ok, não achei que eu ia morrer de verdade. Até em meu delírio de febre eu sabia que era exagero.

Quando acordei hoje cedo, sem febre, mas com dores, tudo que pensei foi "ah, acho que tô doente". Prazer, sou Thiago Dantas e esse é o meu blog. Passa amanhã que terá post novo. Se eu não morrer.

Thiago Dantas às 12:05 AM

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Quinta-feira, Janeiro 01, 2009


Todos estavam longe.



Era a primeira vez que ela passava de um ano para outro sem o pai. Sem o pai e sem a mãe. A mãe estava a quilômetros de distância. Na verdade, ela duvidava que a mãe tivesse conseguido chegar tão longe. Provavelmente, ainda estaria na estrada, prestes a estourar champagne e comemorar o ano novo com estranhos. Já o pai, talvez no céu, olhando por ela.

Desligou o celular para não receber mensagens e entrou no chuveiro. Aproveitou a casa vazia para ouvir música no volume mais alto. Tentou esvaziar a cabeça. Imaginou os pensamentos descendo pelo ralo junto com a água. Até que, de repente, todos os pensamentos tinham virado um só; ela pensava nele e só nele.

De todas as pessoas, vivas ou mortas, amigos ou não, era só nele em que pensava. Por um segundo sentiu culpa por não lembrar do pai, mas desculpou-se baixinho pelo inevitável. Tentou comer a ceia improvisada, tentou cantar mais alto que o som, tentou ver filmes, tentou dormir, tentou até destrancar as janelas e distrair-se com os fogos. Conseguiu.

Os olhos seguiram os pontos de luz que se desmanchavam no céu. Por um momento sentiu um nó na garganta. Era meia-noite. Novo ano. Ano novo. Cruzou os braços em volta da barriga, como se abraçasse a si mesma. Olhou para o céu e viu os anjos sorrirem. Os pensamentos explodiram como rojões, estilhaçando pedacinhos brilhantes por todo o espaço. Pensou na mãe, pensou no pai, pensou nele. Sentiu todos perto, pertinho. Fechou os olhos e sorriu.


Feliz ano novo.

Thiago Dantas às 10:50 PM

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